Saída Cultural à 34°Bienal

Em 4 de Dezembro, o Departamento de Arteterapia encerrou seus eventos de 2021 com a segunda Saída Cultural à 34° Bienal, monitorada pela docente Iraci Saviani. O evento contou com 40 participantes, de adolescentes a idosos (entre alunas e ex-alunas da Especialização em Arteterapia no Sedes, professoras do Instituto e público em geral). Todo o valor arrecadado com este evento foi doado para o NAS – Núcleo de Assistência Social do Instituto Sedes Sapientiae, para a ação de arrecadação de cestas básicas para população vulnerabilizada.

O encontro foi muito agradável e Iraci Saviani nos conta um pouquinho sobre a visita:

“Iniciamos com uma conversa ao ar livre, em que apresentei um roteiro sobre o que iríamos ver e uma síntese por escrito para servirem um pouco de guia na imensidão que a Bienal apresenta. Pontuei os 70 anos que a Bienal comemora, marcando forte esse momento de pandemia com o tema “Faz escuro, mas eu canto”, frase do poema de Thiago de Melo, que nos sensibiliza a muitas reflexões frente à Arteterapia e à nossa vida como seres humanos. Essa Bienal nos chama para muitas diversidades sociais mostradas em experiências pessoais, e nos sensibiliza para perceber tantas dificuldades como resiliências, transformações e recomeços. Olhares diversos, com o foco em comunidades vulnerabilizadas, gêneros diversos, crianças surdas e mudas, negros e índios, natureza...buscando em experiências e atitudes, expressas na arte com força e esperança, como no poema “amanhã vai chegar, vamos trabalhar pela alegria, amanhã é um novo dia e a cor do mundo vai mudar!!!”.

Enunciados funcionam como o diapasão que ajuda a afinar um instrumento musical, ou a começar um canto: um sino que soou em momentos diversos de uma história que se repete, 160 imagens do homem negro que teve nas fotos um ato de liberdade e equalizador para os pobres, dois bordados feitos por outro homem enquanto na prisão, cartas de um pai, enquanto preso, expressando com arte, o amor e a liberdade para seu filho. Chamada a Bienal da Arte Indígena Contemporânea, rememora saberes com Airton Krenak, Daiara Tukano e Jaider Esbell, que nos impactou com sua morte durante a Bienal, mas reafirmando sua existência em sabedoria, libertação e arte. Escritos no catálogo declaram que o encontro com a arte e a cultura é fundamental para uma sociedade processar coletivamente seus lutos, ansiedades, medos e traumas e que a Bienal dá espaço para o direito às expressões artísticas e as identidades de sujeitos e grupos sociais.”

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